quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

COMO A FRANQUIA RESIDENT EVIL PODE SER RESTABELECIDA.


Falaê galera, estamos de volta ao blog! Eu sei que você deve ter acessado esse artigo por alguma página ou site, então sentem-se, pega a pipoca e vamos nos divertir pensando o que diabo aconteceu com a franquia e como pode melhorar.
(Lembrando que esse artigo se trata do ponto de vista do autor. Qualquer forma de ofensa da parte de algum leitor resultará em banimento, e não adianta usar "liberdade de expressão" como argumento pra se defender.)
Todos devem se lembrar do "estrondoso" sucesso de Resident Evil 6, que foi um divisor de mares e não acabou alcançando as expectativas, tanto pro público quanto pra Capcom. Além deste, também foi lançado Operation Raccoon City, que prometia ser um multiplayer caralhudo mas acabou sendo o pior título do ano (ganhando até da adaptação do Paul W.S. Anderson).
Desde então as opiniões dos fãs se tornaram mistas: Alguns, acreditam que a franquia perdeu seu rumo, e que deveria voltar ao survival horror de antigamente (o que eu acho difícil). Outros, acreditam que a franquia "não precisa voltar ao passado", pois transitou de survival horror para action horror.
Já a Capcom tenta levantar a franquia desde então. Em 2012, apesar de dois títulos que não agradaram muito os fãs (eu pessoalmente gostei de RE6) no mesmo ano de lançamento houve o Resident Evil Damnation, animação em CG que vale a pena conferir, e o game para portátil Resident Evil Revelations, (aquele que quando você encontra a Rachael Ooze você não sabe se sente medo ou tesão), o que trouxe de volta a aflição que a gente sentia de RE4 pra trás, e foi relançado para a geração passada (PS3, Xbox 360 e PC).
Em 2015 foi lançado a sequência da subfranquia Revelations, que trazia de volta dois personagens icônicos: Claire Redfield (embora muitas pessoas não tenham ficado muito animadas, não sei porquê), agora bem diferente do que a gente conhecia, finalmente ela deixou de ser uma menininha e virou uma badass motherfucker (que aparentemente lembra muito a Ali Larter. Uiii...), e Barry Burton, que chegou para trazer as referências com ele (Capitão América curtiu isso). O game foi considerado mediano pela critica e pelo povo, assim como o primeiro Revelations, e ainda assim o público não se satisfez.
Pois bem, agora vamos mostrar algumas chances que a Capcom tem de conseguir reerguer a franquia.

Climax

Um dos momentos mais tensos de Revelations 2.
Let's go People! O que as pessoas mais esperam de volta à franquia? Isso mesmo, começa com S e termina com R.
O que aparentemente sumiu e está voltando aos poucos, o tão aclamado survival horror, pode ser uma das salvações da franquia. Teve um gostinho de quero mais nos dois Revelations, e agora só falta mais gore, personagens vulneráveis (nada de fodões do exército com armas saindo da bunda), como meros civis ou até mesmo adolescentes, e um clima densamente macabro, com barulhos e escuridão (artifícios muito usados nos jogos atuais), além de locais fechados, pra deixar o jogador todo cagado a ponto de não conseguir passar por uma porta.
A Capcom poderia seguir o exemplo do Payable Teaser de Silent Hills (se bem que, se fizerem isso, os "fãs" vão dizer que eles plagiaram, como sempre), um teaser que meteu medo em muita gente. Só a atmosfera já te deixa travado e com medo de prosseguir.

Trama e personagens

Uns dos fatores para a criação da atmosfera de um game é a trama e os personagens. Quanto mais retardo o personagem tiver, mais difícil fica de agir em determinadas ações. Como por exemplo: Você tá lá, de boa, numa casa abandonada, e tem um maníaco querendo te matar, ou fazer Deus sabe o quê. Você sofre de claustrofobia, tem pouco fôlego e tem a mentalidade fraca. Imagina ter que lidar com esse personagem na hora do gameplay!
Os personagens também devem ter envolvimento para a construção da trama. Além do medo, outras emoções devem sem apresentadas ao decorrer do jogo, para assim envolver o jogador àquela história.
Resident Evil 2 é o preferido por muitos pois eles se identificam com os protagonistas, que são pessoas normais que por acidente se envolveram naquele caos.

Títulos Principais

"A Redenção da Capcom?" Maybe.
Muitos esperam que seja essa a redenção da Capcom, por isso muitos esperam que esse apague de vez os erros cometidos nos títulos anteriores. Há muitos rumores acerca do título na internet, muitos deles feitos só pra zoação, como os nossos, onde muitos cairam na bait (ou tavam zuando também, não sei) que você pode ver aqui e aqui.
E como seria esse game? Bom, eles poderiam trazer de volta personagens pouco conhecidos ou criar personagens novos (já chega de Chris e Leon, por favor), até porque se não tivessem essa ideia, não haveriam esses personagens que vocês amam tanto, não haveria Leon, Claire, Hunk... E então a franquia tomaria um rumo diferente, com os mesmos protagonistas sempre.
E para agradar ambos os lados (os oldschool e os leite com pera [desculpa]), por que não fazer um RE4 da vida? Esse sabia muito bem alternar os momentos de tensão e de pancadaria, tendo que encolher entre situações horríveis e ter que proteger uma mina que não mexe um pal pra se defender (exceto quando se joga com ela). Ou você vai me dizer que não sentiu medo do Regenerator? Ou das armaduras?

Spin-Offs

Resident Evil Revelations (2012) era considerado um noncânon na época de seu lançamento.
Spin-Off, pra quem não sabe, é um acontecimento que não altera em nada nos fatos da franquia principal, mas ele pode ser cânon ou noncânon, No caso temos vários exemplos: Temos a subfranquia Revelations (que se tornou oficialmente cânon), a subfranquia Outbreak, um multiplayer que se passava em Raccoon City, temos o REORC, que eu já comentei, e a subfranquia Gun Survivor (alguém se lembra de Ark Thompson?), um shooter arcade onde você só vai reparar no gameplay e pronto.
Então... Como a Capcom poderia reaproveitar esses spin-offs? Pegando tudo que deu certo e juntar em um jogo, o que estava fraco melhora, e as ideias ruins jogam no limbo (ou doa pra Screen Gems). Por exemplo: Gun Survivor é critcado pelo enredo fraco, gráficos baixos para a época e jogabilidade imprecisa, mas a ideia do jogo pode ser reaproveitada, e transformar em um jogo arcade mas que pode ser aproveitado nos consoles e PC (além do suporte ao Guncon, que eu nunca mais vi na vida).
Um novo Outbreak também é bem-vindo, e também está na lista de coisas que os fãs esperam, ainda mais agora que temos suporte online em todas as plataformas. Um multiplayer em terceira pessoa com um sistema de parceiragem maior como o de RE5, só que com mais personagens. Imagina que louco!

Remakes e Remasters

Sei que muitos não são fãs de remasterizações (ainda mais quando se trata da geração passada, como no caso da Sony), mas seria uma boa trazer jogos antigos de volta à geração atual, como fizeram como os exclusivos de GameCube (RE Remake e Zero). Eles poderiam trazer de volta os Outbreaks e a saga Chronicles de Wii (que ficaria ótima no PC, na minha concepção).
Mas nem toda empresa vive de remaster, então por que não recomeçar obras do zero? Recentemente foi anunciado pela própria Capcom um remake de um dos jogos preferidos dos fãs, Resident Evil 2, o que fez com que a Invader Games cancelasse seu fanmade. Dessa forma, eles poderiam abrir arcos para seres fechados em jogos futuros, mas também são passíveis de erros, ainda mais sem o diretor do jogo original, Hideki Kamiya, que agora está na Platinum Games.
Os fãs também esperam por um remake do terceiro jogo da franquia, esse sendo marcado por um dos monstros, senão o mais marcante da franquia (ele só perde pro Pyramid Head, da franquia vizinha Silent Hill).

Outras mídias

Project SERA, minissérie baseada na trama de Resident Evil e estreando
ninguém mais, ninguém menos que Julia Voth.
A Capcom já investiu em filmes em CG (Degeneration e Damnation) e mangás (Marhawa Desire e Heavenly Island), mas eu falo de expandir esse universo. Lançar uma série de HQ's para criar um universo expandido, além de criar outros universos (como o do PA, só que melhor), com filmes e séries live-action. Esse ano está pra entrar em cartaz dois filmes baseados em games (Warcraft e Assassin's Creed), que prometem quebrar essa maldição das adaptações de games (apesar de ter algumas boas).
Graças a algumas de HQ's dos anos 90 pra cá, as produtoras resolveram impulsionar séries que atingiram seu ápice a partir de 2012, por iniciativa da DC Comics. Antes de perguntarem: "O que caralhos HQ's tem a ver com isso?", vale lembrar que esse mundo de adaptações também teve seu momento "WTF?" e depois melhorou ao longo dos anos. O mesmo pode acontecer com os games esse ano.
O produtor dos filmes, Paul W.S. Anderson (que sofre muito preconceito por parte dos fãs do material original, colhendo o que plantou) planeja criar uma série sobre a franquia. O receio é dele criar algo para o seu próprio universo, um The Walking Dead da vida, e não algo referente ao universo original, ou pelo menos seguindo o exemplo de uma minissérie baseada nesse universo, Project S.E.R.A., que tem como protagonista Julia Voth, que emprestou seu rosto à nossa querida Jill Valentine.

Conclusão

Vocês devem estar se perguntando porque eu não mencionei: "TRAGAM O MIKAMI DE VOLTA!" Oras, embora eu ache uma boa ideia, não acho muito provável ele voltar, já que foi ele mesmo pediu as contas pois não aguentava mais a política da Capcom. Não tiro a razão dele, exceto pelo fato de após isso ele criticar cada jogo publicado pela empresa, como por exemplo chamando RE5 de "porcaria". Imagina você ser o produtor e ter que ouvir uma coisa dessas. É de tirar a autoestima.
Resumindo: Há várias maneiras da franquia se restabelecer, é só a Capcom atirar o gatilho certo (nem sei se essa expressão existe. Anyway), e não deixarem qualquer pessoa por as mãos em seu projeto (como aconteceu com ORC).

Então galera, desculpa se eu falei muita merda! Eu não to bem hoje! Eu nunca tô bem, na verdade!

E então? O que acharam? Vocês têm alguma ideia a mais? Se têm mostrem, ou guardem para projetos futuros. Se tiver alguma informação errada no texto, por favor avisem que eu faço a correção.
Obrigado por terem chegado até aqui nesse texto enorme.